domingo, 21 de dezembro de 2014

35º Capitulo: “Fizeste um escândalo, André Carrillo?”

- Estava a ver que não me deixavam entrar…posso não ser da família, mas é como se fosse – André “reclamava” sozinho, enquanto se dirigia a Ania. Ia de mão dada com Iara e depressa chegaram perto da cama onde Ania estava deitada.
- Tiveste muita sorte em te deixarem entrar. Com o escândalo que fizeste, se não fosse eu, não entravas – disse Iara, largando a mão de André, e dirigindo-se ao outro lado da cama de Ania, ficando assim cada um deles de um dos lados da cama.
- Fizeste um escândalo, André Carrillo?
- Não. Ela está a exagerar.
- Estou, estou. Ania, só lhe faltou ameaçar a enfermeira –
Ania olhou para André, que encolheu os ombros.
- Eu só queria saber de vocês, está? Não tens cá o Marcos…posso servir para alguma coisa, não?
- Sim, sim…e muito obrigada pelo que fizeste.
- Não me agradeças. Mas…está tudo bem? É que não nos deram mesmo informações.
- Deslocamento da placenta.
- Nós viemos para o hospital porque os putos se mexeram? –
Tanto Ania, como Iara se desmancharam a rir. As duas perceberam que André não percebia nada daqueles assuntos.
- Não, André – começou Iara e Ania ficou a olhar para ela – o que se mexeu foi a placenta e ela poderia ter perdido os bebés.
- Obrigado por seres tão completa.
- Que lamechice oh André –
Ania apenas assistia àquela troca de palavras entre os dois com um sorriso nos lábios. O pior já tinha passado naquela noite.
- Se não somos românticos dizem que não somos, se somos dizem que é lamechices. Ainda deviam fazer um manual a explicar detalhadamente como lidar com vocês.
- Connosco é difícil de lidar, lamento informar, André –
Ania acabou por se meter no meio da conversa – só vocês podem descodificar-nos. Uns conseguem, outros nem por isso. E vocês ainda estão no inicio.
- Que inicio? Ele rejeita-me! –
Iara olhou para André e Ania ficou um pouco sem saber o que dizer.
- Mas rejeito o que?
- Rejeitas…não é bem isso. Tu não dás importância ao amor que sinto por ti –
Ania olhou para André, que olhou para ela e, de seguida voltou a olhar para Iara.
- Olha que ela pensa que estás a falar a sério… - Iara acabou por se rir, sentando-se na cadeira ao lado de Ania – não lhe ligues, ela já deve estar com sono e não diz coisa com coisa. Mas, diz-me, os bebés estão bem?
- Sim…vou ter de levar tudo com muito mais calma. E, nos próximos dias, repouso absoluto.
- Lá vai o Marcos ficar insuportável, outra vez.
- Hã?
- Olha, estiveste um mês em coma…o rapaz ficou na reserva, insuportável. Agora vai ficar sem nada outra vez…vai tornar-se insuportável.
- Oh meu Deus…eu faço ideia as conversas que existem entre vocês…
- Sei de alguns pormenores…que não me atrevo sequer a mencionar. Querem comer alguma coisa? –
André desviou a conversa e Ania acabou por agradecer para ela própria.
- Eu estou a soro…não convém comer nada.
- E tu Iara, queres alguma coisa?
- Traz-me só uma garrafa de água, por favor.
- Eu venho já –
André saiu do quarto, deixando as duas raparigas a sós. Seria, então, a primeira vez que Ania estava sozinha com Iara, a oportunidade para conhecer melhor a primeira namorada que conhecia de André.
- Não queria ter estragado a vossa noite…desculpa.
- Não tens de pedir desculpa. o André estava a ver a repetição do jogo e eu quase a adormecer…não estava a ser uma noite especial. Era só uma noite.
- Mesmo assim…vocês estão no inicio da vossa relação. Estar no hospital não é bem os planos para uma noite…
- Olha, bem diz o André que tu és maluca –
Ania olhou mais séria para Iara.
- Com que então agora acham-me, os dois, maluca…
- Eu não acho. Não é isso, nem penses isso. Mas, estava só a dizer que…és maluca porque estás a pedir desculpa por algo que não importa… -
Ania reparou que Iara estava um pouco atrapalhada.
- Ei…eu estava a brincar.
- Já me estava a assustar…é que, isto acaba por ser uma oportunidade de me aproximar dos amigos do André. Eu sinto que o que temos é especial, eu e ele…é estranho porque somos super diferentes e desentendemo-nos muitas vezes –
Ania ajeitou-se na cama, ficando atenta a Iara. Era uma oportunidade de a conhecer e, até, para conhecer a história dela com André – Queres…ouvir-me?
- Estou pronta para isso. Acredita que aquele rapaz precisava de uma namorada…e depressa. Começava a ser um emplastro atrás de casais –
as duas riram-se e Ania acabou por esticar a sua mão, agarrando a de Iara – podes sentir-te à vontade connosco. Tanto comigo como com o Marcos. Devemos ser aqueles que aturam o teu namorado à mais tempo.
- Obrigada…por cuidarem daquele rapaz. Ele é tão esquecido, estávamos a sair para te vir buscar e esqueceu-se das chaves do carro. Qualquer dia esquecesse que eu sou a namorada dele.

- Ele olha-te de uma maneira…que só uma pessoa muito apaixonada olha.
- Nós conhecemo-nos à cerca de um mês –
Ania ficou surpreendida e Iara percebeu isso – achas que é pouco tempo?
- Não…só fico surpreendida porque o André não nos disse rigorosamente nada.
- Eu pedi-lhe. O facto de ele ser jogador da bola mexe comigo. E, depois, expor isto que temos, significa expor-me a mim…e acho que ainda é cedo para isso.
- Eu entendo-te…
- Bom…conhecemo-nos, passamos a sair umas vezes, cafés para aqui e para ali…o primeiro beijo aconteceu. E olha…eu sou apaixonada por ele. Mas não lhe digas, por favor. Eu ainda não lhe consigo dizer isso na cara…
- Não te preocupes que esta conversa fica entre nós. Mas, olha…eles falam, falam, mas ele sabe que és apaixonada por ele.
- Achas? Ele parece que não entende essas coisas…duvido –
Ania via que Iara estava a ser sincera com ela. Começava a gostar daquela rapariga e só esperava que André a mantivesse na vida dele.
- Ele pode dar a entender que não percebe disso mas, na verdade, ele entende ainda melhor do que nós.
- Disfarça muito bem! –
Naquele momento, Ania bocejou – Queres dormir? Eu fico aqui…até ele chegar. O teu noivo.
- É que me deram um calmante muito fraco…mas que me está a deixar cheia de sono…
- Dorme…daqui a nada entra aí o outro zarolho –
Ania riu-se, acabando por fechar os olhos – Obrigada, Ania.
- Não me agradeças, querida. Mas é bom que sejas mais duas mãos para ajudar com os bebés. Já que o zarolho do teu namorado só vai querer ensiná-los a ser jogadores de futebol.
- Eu ajudo…com todo o gosto.

Iara sorriu…percebendo que Ania a estava a aceitar, não só como namorada de André, mas como amiga. Iara tinha gostado de conhecer Ania…e sentia-se à vontade com ela.
A porta do quarto abriu-se e André olhou para Iara, que lhe fez sinal que fizesse pouco barulho. Levantou-se, indo na direcção de André.
- Ela adormeceu?
- Sim…deve estar cansada. E deve ter apanhado um susto enorme…
- Eles merecem um bocado de tempo sem stresses…primeiro foi o coma, agora isto…
- Preocupas-te com eles…como se fossem da tua família.
- Dei-me bem com o Marcos e a Ania desde o primeiro dia em que os conheci. São como irmãos –
Iara rodeou a cintura de André, mordendo-lhe o queixo.
- Tu és bom menino, quando queres.
- Pronto…podia vir só o elogio. O “quando queres” podia ser esquecido.
- Vá…és bom menino. Mas é só às vezes –
André olhou para o teto, voltando a olhar para Iara com um sorriso nos lábios.
- A exposição não está a ser assim tão má, pois não?
- Só estou exposta à Ania…nada mais. Mas não…até está a ser boa.
- Posso, então, começar a expor mais a minha namorada?
- Tipo o quê?
- Ires a jogos com ela…jantares de equipa…essas coisas.
- Podemos negociar os termos das coisas.
- Sabes uma coisa? –
Iara negou abanando a cabeça – Eu gosto muito de ti, Iara. Quer dizer…eu estou apaixonado por ti.
- Uau…num hospital começa o romantismo em ti. Foi à bocado, é agora…
- Queres que te diga o que? É verdade…e eu não quero esconder mais. Mesmo que não gostes de lamechices –
Iara calou-o com um beijo repleto de ternura. Vagueava com as suas mãos pelo corpo de André, sentindo cada pedaço das costas de André. Aquele beijo era apaixonado, repleto de amor e, pela primeira vez, Iara sentia-se com coragem de falar o que sentia a André. Abraçou-o, deixando os seus lábios perto do ouvido dele.
- Acredita…eu posso não gostar destas coisas, mas eu apaixono-me por ti todos os dias.



Eram cerca das seis da manhã quando Marcos chegou ao hospital. Saber que Ania não estava sozinha acabou por o tranquilizar…mas começava a assustar-se cada vez mais com aquela gravidez. E começava a ter sentimentos distintos em relação a tudo aquilo. Por mais que quisesse ser pai, não queria que a vida de Ania estivesse em causa.
André tinha-lhe dado todas as informações: o que tinha acontecido, a que horas tudo tinha acontecido, onde estavam e como é que ela estava. Marcos percebeu que André tentou ser o mais positivo que conseguiu, mas também percebia que ele estava assustado. Chegou à porta do quarto de Ania e, com a autorização da enfermeira, entrou. Tentou fazer pouco barulho ao fechar a porta, mas Ania acabou por acordar.
- Não os acordes… - Ania falou baixinho, já que André e Iara estavam a dormir já que, os dois, se tinham deitado na cama destinada ao acompanhante do paciente. Marcos deixou o saco que trazia, com coisas de Ania, no chão indo até à cama onde a sua namorada estava deitada.
- Ania…
- Está tudo bem…agora está tudo bem. É só ter mais cuidado, ainda mais.
- Mas Ania…tu podias ter perdido os bebés.
- Marcos, vamos ter de ter esse medo todos os dias. Sabes que é uma gravidez de risco… -
Ania levou a sua mão à de Marcos, que juntou a sua testa com a dela.
- Repouso absoluto, não?
- Sim. Mas nada daquelas preocupações exageradas, por favor. Vou ficar deitada na nossa cama, mas nada de andares sempre a ver se estou bem.
- Eu tenho de ver se estás bem…
- Marcos, mas nada de exageros. Iria sentir-me pior…
- Prometo que não serei assim tão exagerado… -
Marcos deu um pequeno beijo nos lábios de Ania, voltando a olhar para ela – os nossos filhos vão assustar-nos muito enquanto aí estiverem dentro, não vão?
- Pelo menos até às 14 semanas…é muito medo. Depois já deve ser só um bocadinho –
Marcos agarrou a mão de Ania, sentando-se ao lado dela.
- Então e…o André tem companhia?
- Longa história…mas o miúdo está apaixonado.
- E não nos dizia nada! –
Ania riu-se, vendo um sorriso formar-se nos lábios de Marcos. Os dois repararam que André se começou a mexer na cama, acabando mesmo por acordar e se levantar.
- Tu já cá estás… - André colocou as suas mãos nos ombros de Marcos, fazendo alguma força neles – puto rijo, miúda rija dão filhinhos rijinhos.
- E um André diferente do que estamos habituados… -
comentou Ania. Nos últimos tempos via um André diferente. Não sabia se era apenas por estar apaixonado, ou se a sua gravidez tinha ajudado André a expressar-se de outra maneira. Antes levava as coisas muito na brincadeira mas, de à uns tempos para cá, a brincadeira continua lá, mas acaba por ser reduzida.
- Estás enganada, cunhada emprestada. Isso é o soro que te está a deixar o cérebro líquido – Ania riu-se já que era impossível não o fazer quando André estava por perto.
- Vê lá como é que falas com a mãe dos meus filhos, oh. E…tens namorada, tu.
- É…então não é que tenho? Quem diria, não é Marcos? Eu sei…ficaste surpreendido porque pensavas que eu me ia declarar a ti. Esquece puto.
- Onde é que cabe tanta parvoíce?
- Em mim…sou o vosso parvalhão preferido. Mas, vá, vocês sabem que eu me preocupo com vocês, que tive um medo do caraças se lhe acontecesse alguma coisa…mas eu gosto de animar a malta.
- Ei… -
Marcos rodou o seu corpo, ficando a olhar para André – Obrigado por teres tomado conta deles.
- Na boa puto…podes contar comigo para o que quiseres. Aliás, vocês os dois.

- Obrigada – Ania acabou por falar, virando-se na cama. Começava a ficar cansada de não saber em que posição se deitar e aquela cama não era a sua.
São surpreendidos pela chegada de Iara junto deles. Ania olhava para ela e percebeu que a rapariga estava com sono mas até estava bem-disposta e com um sorriso nos lábios. Apresentaram-na a Marcos e, ela e André, acabaram por ir embora.



- Repouso absoluto, sabes o que isso é ou é preciso ir buscar o dicionário?
- Marcos, não sejas mau para mim –
Ania fingiu levar a mal aquela pergunta de Marcos. Percebia o que ele queria dizer com aquela pergunta.
- Saíste do hospital à dois dias…o médico disse para descansares e evitares andar de um lado para o outro – Marcos aproximou-se de Ania, que estava junto da bancada da cozinha, rodeando a cintura dela com os seus braços – e tu estás aqui, a andar de um lado para o outro, a preparar o jantar.
- Temos de jantar…
- Eu fazia o jantar agora…
- Mas…a Iara e o André vêm cá jantar.
- Olha, eu ainda te amarro à nossa cama. Tu tens de descansar, gordita
Marcos encostou a sua testa à de Ania, dando-lhe um beijo no nariz.
- Ontem e antes de ontem estive deitada todas as horas desses dois dias…mereço jantar na mesa, com o pai dos meus filhos e os nossos amigos, não?
- Então mas…vais sentar-te que eu acabo o jantar, oh mãe dos meus filhos.
- Não queimas o jantar?
- Sabes bem que sou um cozinheiro de excelência!
- É…qualquer dia deixas o futebol para ires para o MasterChef.
- Na…isso não acontecerá –
os dois riram-se e Ania acabou por se ir sentar no sofá da sala. Marcos andava entre a sala e a cozinha. Ora via como estava o jantar, ora punha a mesa e deitava um olho em Ania para ver o que ela andava a fazer.
A campainha tocou, deveriam ser Iara e André.
- Eu vou lá – disse Ania a Marcos que estava na cozinha. Ia a levantar-se, quando o namorado aparece na sala.
- Tu ficas sentada, eu abro a porta.
- Sinto-me uma inválida –
Ania barafustou, encostando-se no sofá. Era a primeira vez que Marcos ouvia Ania dizer tal coisa…ela, uma rapariga activa e sempre disposta a andar de um lado para o outro, de um momento para o outro ver-se assim…era normal que tivesse aquelas reacções, por vezes. Antes de ir abrir a porta, Marcos foi até ela, dando-lhe um beijo no topo da cabeça.
- Trouxe vinho para nós, sumo para a mãe das crianças – disse André depois de Marcos lhe abrir a porta, entregando-lhe um saco que trazia.
- Entrem, sintam-se à vontade, ali a grávida pode não estar com o melhor humor…mas é compreensível. Tenho de ir ver do nosso jantar – Marcos fechou a porta, deixando André e Iara na sala com Ania. Antes que ela se pudesse levantar, já tinha André e Iara sentados a seu lado e, cada um a cumprimentou com dois beijos.
- Repouso absoluto é difícil… - começou Iara.
- Não é difícil…é horrível. Eu já não sabia como estar naquela cama. Já me doía o rabo, as ancas, os braços…eu sei lá…é horrível.
- Pensa que é para o bem desses bebés…
- Se não fosse isso…podem crer que já me tinha posto a andar à mais tempo.
- Oh rapariga, tu vê lá. Esses putos ainda são muito pequeninos e não podem andar aí a curtir a vida como a mãe queria, tá?
- Sim, tá oh tio que curte a vida –
os três riram-se e André acabou por ir ter com Marcos à cozinha – como é que andam as coisas entre vocês?
- Acho que bem…pelo menos tivemos uma conversa muito sincera e…vamos levar as coisas com tranquilidade e todo o amor que temos.
- Oh…que bonito. Se eu não estivesse mesmo chateada por causa deste repouso absoluto até devia chorar… -
Iara riu-se, numa primeira fase sozinha e depois com Ania.
- O chef Marcos manda dizer que o jantar será servido em cinco segundos. Quem não estiver na mesa não come e fica tudo para mim – avisou André, chegando à sala.
- Oh André…vens a casa alheia e ainda fazes ameaças? – Perguntou Iara, como que repreendendo André.
- Olha que as ameaças dele são só de boca…eu como por três, é impossível ele ficar com a comida toda para ele.
- Podemos é ficar todos com uma intoxicação alimentar…Ania, não era melhor encomendar qualquer coisa? –
Ania riu-se, levantando-se. Iara acabou por a ajudar a caminhar até André.
- Fica sabendo que ele só pôs a comida ao lume…eu é que fiz os temperos e tudo o resto.
- Grande mentiroso me saíste! –
André gritou, indo até à sala de jantar. As duas raparigas foram também, mas mais devagar.
- Que é que interessa? Fui eu que pus ao lume, logo fui eu que vi quando é que estava pronto – Ania e Iara perceberam que eles estavam a “discutir” sobre o assunto de quem teria feito ou não o jantar.
Cheirava bem e tinha bom aspecto. Todos se sentaram à mesa e prepararam-se para jantar.
- Acho que devias por mais um bocadinho no prato da tua mulher, Marcos – comentou André.
- Eu tenho comida que chegue… - disse Ania.
- Não eras tu que estavas a dizer que comias por três? Isso não deve chegar para ti e os miúdos.
- Queres mesmo ver-me uma baleia, não é?
- Olha que devia ser interessante… -
Ania estava incrédula com aquela conversa de André. Olhou para Marcos, sem saber se André estaria a brincar ou a falar a sério – Eu estou a brincar, como é óbvio.
- Oh André, isso não são coisas que se digam a uma grávida, desculpa lá. Não são vocês que ficam todos inchados e com quilos a mais. Não são vocês que ficam com aquelas vontades loucas de comer este mundo e o outro mas depois olham para o peso e sentem-se mal –
foi Iara quem respondeu a André…deixando todos surpreendidos – boa…deixem-me levar pelo sentimento. Desculpem lá.
- Até parece que sabes o que é estar grávida…
- Não sei…mas entendo-as.
- Lição anotada: tratar grávidas como mulheres lindas que sempre foram, não dizer para comerem mais e manter tudo como se não houvessem crises. Ai de ti que, quando engravidares, me digas o contrário –
Iara ficou mais vermelha que um tomate e Ania só se conseguia rir.
Estar com outras pessoas estava a fazer-lhe bem, estava a deixá-la mais bem-disposta e com um novo fôlego.



As catorze semanas de gestação chegaram tranquilas e vividas com muita calma. Era um novo marco naquela gravidez. Tinham conseguido manter os dois gémeos vivos. Um desenvolvia-se menos que o outro, mas tudo parecia estar a dar certo. Ainda não sabiam o sexo dos bebés, segundo o que o médico lhes dizia, talvez mais duas semanas de gestação e poderiam saber.
O mês de Março estava no princípio mas seria um mês especial. De várias maneiras. Seria o mês em que iriam saber o sexo dos gémeos, o mês em que Marcos faria anos. Iria fazer 23 e Ania já tinha combinado com Carina que ela e os irmãos de Marcos viriam a Portugal passar alguns dias com eles, para celebrarem o aniversário. Março será o mês onde tudo poderá acontecer. Será aquele mês de todas as decisões e de todos os acontecimentos.



Olá meninas!
Aqui vos deixo mais um capítulo (não sei se será o último do ano...mas terça-feira terão qualquer prendinha de Natal antecipada).
Espero que tenham gostado do capítulo e que deixem as vossas opiniões que, nesta fase, são importantes. Questiono-me se estão a gostar do caminho que a história está a levar...
Tenham um bom domingo e, se for caso disso, BOAS FÉRIAS!
Beijinhos.

Ana Patrícia

3 comentários:

  1. Olá!

    Primeiro de tudo, eu estou a amar o rumo que a história está a ter porque quer dizer a Ania grávida?! Era algo impossivel de se imaginar tendo em conta os problemas e agora está tudo a acontecer, é mais que maravilhoso e eu apaixonada como sou pelo Marcos e pela Ania, não podia não estar a amar.
    Depois, este susto, oh deus, ainda bem que não foi nada de mal, mas agora este fim de ser o mês de todas as decisões, até me sai o coração do peito só de pensar no que vais fazer!
    Ah e já quase me esquecia, o André-Iara, que coisas boas e fofinhas *-*

    Estou ansiosa pelo próximo, mesmo mesmo, beijinhos.

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  2. Holla :)
    Adorei, amei, babei e quero mais :P :D
    Não me vou alngar mt pq sabes que eu adoro esta fic, este casal, esta gravidez dupla...ou seja...adoro tudo :P
    Próximo please :)

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